O inferno é aqui, ante-sala do inferno e forno
microondas são expressões que retornaram às ruas paulistanas nesta semana.
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| Foto: Futura Press/IG |
Com
as altas temperaturas, somadas ao índice UV muito alto e umidade do ar abaixo dos
45%, moradores de bairros da cidade têm sofrido por um fenômeno chamado Ilha de
Calor, trata-se do aumento da temperatura devido às falta de vegetação e
excesso de solo impermeabilizado. Este fenômeno se forma em locais de alta
urbanização como os bairros de Perdizes, Bela Vista e Liberdade. Mesmo nas
regiões mais arborizadas, o calor foi sufocante.
Já
nas regiões da cidade onde ainda se tem alguma reserva da Mata Nativa, como é o
caso da Cantareira e Parelheiros, o dia embora quente, é recompensado por
noites de vento fresco. O bairro de Engenheiro Marcilac, ainda mantém boa parte
de sua vegetação e conta com inúmeros córregos e cachoeiras, por lá, a noite
será de janelas abertas e edredons.
Especialistas enumeram diversos fatores para a melhora da qualidade de vida em
regiões com grande concentração de áreas verdes como: baixa poluição do ar,
temperatura mais amena, pouca poluição sonora e visual ao seu redor além
de manter o solo protegido de erosão.
Enquanto o centro sofreu com a Ilha de Calor, bairros da zona sul da cidade
foram atingidos com fortes chuvas o que levou o CGE da Prefeitura a decretar
estado de atenção em alguns locais da cidade.
Esta é São Paulo, uma cidade de múltiplos climas,
muito transito e calor.
Carlos Crow

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