terça-feira, 30 de outubro de 2012

Temperatura recorde em São Paulo

   36°C o dia mais quente em outubro já registrado na cidade faz o paulistano sofrer antes mesmo do verão chegar.
O inferno é aqui, ante-sala do inferno e forno microondas são expressões que retornaram às ruas paulistanas nesta semana.


Foto: Futura Press/IG

  Com as altas temperaturas, somadas ao índice UV muito alto e umidade do ar abaixo dos 45%, moradores de bairros da cidade têm sofrido por um fenômeno chamado Ilha de Calor, trata-se do aumento da temperatura devido às falta de vegetação e excesso de solo impermeabilizado. Este fenômeno se forma em locais de alta urbanização como os bairros de Perdizes, Bela Vista e Liberdade. Mesmo nas regiões mais arborizadas, o calor foi sufocante.
   Já nas regiões da cidade onde ainda se tem alguma reserva da Mata Nativa, como é o caso da Cantareira e Parelheiros, o dia embora quente, é recompensado por noites de vento fresco. O bairro de Engenheiro Marcilac, ainda mantém boa parte de sua vegetação e conta com inúmeros córregos e cachoeiras, por lá, a noite será de janelas abertas e edredons.
   Especialistas enumeram diversos fatores para a melhora da qualidade de vida em regiões com grande concentração de áreas verdes como: baixa poluição do ar,  temperatura mais amena, pouca poluição sonora e visual ao seu redor além de manter o solo protegido de erosão.
   Enquanto o centro sofreu com a Ilha de Calor, bairros da zona sul da cidade foram atingidos com fortes chuvas o que levou o CGE da Prefeitura a decretar estado de atenção em alguns locais da cidade.
Esta é São Paulo, uma cidade de múltiplos climas, muito transito e calor.


Carlos Crow

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